Rio de Janeiro, 22 de Março de 2013
Hoje estou
mais tranquila... Pensei que o Robson ia desconfiar de algo, mas acho que não.
Levantou cedo e até fez o café. Tomamos juntos e ele foi trabalhar. Como minha
consciência pesou! Mesmo eu tendo dormido muito bem, ainda fico pensando no que
rolou.
Pois bem,
esse café de hoje me lembrou um ficante que eu tive há um ano e meio atrás,
chamado Jonas. Ele e eu saíamos escondidos, transávamos em locais inusitados e,
uma vez, fizemos uma loucura: Tinha uma vizinha nossa que tinha uma mansão, com
muro baixo. Meu bairro é bem tranquilo, depois das 21:00 não tem mais ninguém
na rua. Estávamos embaixo da árvore, encostado no muro dela. Eram umas
23:00hrs, tínhamos tomado uns drinks e estávamos morrendo de calor – fora o da
pegação. A gente lembrou que tinha essa piscina bem próxima ao muro que a gente
estava e tivemos a bendita ideia de pular o muro e banhar na piscina dela.
Ele fez uma
escadinha com as mãos e me ergueu até a ponta do muro. Eu subi e dei a mão pra
ele. Entramos. A casa estava apagada, parecia que não tinha ninguém. Tiramos a
roupa e entramos na piscina, de leve. Tiramos uns mergulhos e começamos a nos
beijar, nos pegar... Eu dava uns mergulhos e chupava o pau dele embaixo dágua
até perder o fôlego e voltar. Depois, eu comecei a flutuar na água, e ele me
chupando. Cara, que coisa maneira! Parecia que a água estava tornando tudo mais
gostoso!
Começamos a
transar dentro da piscina, deliciosamente. Começou a ficar frio, e isso estava
tornando as coisas mais excitantes. Daí, teve uma hora em que meu celular tocou
alto, mas tão alto, que enxergamos a luz do quarto da mulher acender... CORRE!
Saímos da piscina atordoados, escalamos o muro pelados, ainda e começamos a
correr! Hahahaha.
Mas não acabou por aí: Quando chegamos na esquina, estava vindo uma viatura. Corremos de volta até uma casa abandonada que tinha na rua (um antigo comércio, que a gente chutou a porta até arrombar... Hahaha), entramos e nos vestimos. Saímos de lá de qualquer jeito, desarrumados, molhados... Os policiais olharam pra nós, fizeram perguntas de sempre e se foram. Cara, a gente correu tanto até chegar em casa, com medo da vizinha dar parte por invasão... Foi o dia mais engraçado! Hahahaaha
Já fiz muitas loucuras desse
tipo, mas com esse cara, o Jonas, foi diferente. Ah, se não fossem uns
defeitinhos ali, outros aqui... Ele poderia ser um Robson da vida!
Por falar nele, melhor eu ir. Tenho que organizar o jantar. Nunca pensei que
estaria dizendo isso, logo eu, que jurei nunca casar. Mas, fazer o quê... Não é
um casamento ainda, mas quem sabe. Eu gosto dele...
Alessandra Hertcovitz Mendes
Alessandra Hertcovitz Mendes
Nenhum comentário:
Postar um comentário