quinta-feira, 23 de julho de 2015

A COLECIONADORA DE PRAZERES - PT II - LOUCOS VARRIDOS

Rio de Janeiro, 22 de Março de 2013


Hoje estou mais tranquila... Pensei que o Robson ia desconfiar de algo, mas acho que não. Levantou cedo e até fez o café. Tomamos juntos e ele foi trabalhar. Como minha consciência pesou! Mesmo eu tendo dormido muito bem, ainda fico pensando no que rolou.
Pois bem, esse café de hoje me lembrou um ficante que eu tive há um ano e meio atrás, chamado Jonas. Ele e eu saíamos escondidos, transávamos em locais inusitados e, uma vez, fizemos uma loucura: Tinha uma vizinha nossa que tinha uma mansão, com muro baixo. Meu bairro é bem tranquilo, depois das 21:00 não tem mais ninguém na rua. Estávamos embaixo da árvore, encostado no muro dela. Eram umas 23:00hrs, tínhamos tomado uns drinks e estávamos morrendo de calor – fora o da pegação. A gente lembrou que tinha essa piscina bem próxima ao muro que a gente estava e tivemos a bendita ideia de pular o muro e banhar na piscina dela.

Ele fez uma escadinha com as mãos e me ergueu até a ponta do muro. Eu subi e dei a mão pra ele. Entramos. A casa estava apagada, parecia que não tinha ninguém. Tiramos a roupa e entramos na piscina, de leve. Tiramos uns mergulhos e começamos a nos beijar, nos pegar... Eu dava uns mergulhos e chupava o pau dele embaixo dágua até perder o fôlego e voltar. Depois, eu comecei a flutuar na água, e ele me chupando. Cara, que coisa maneira! Parecia que a água estava tornando tudo mais gostoso!

Começamos a transar dentro da piscina, deliciosamente. Começou a ficar frio, e isso estava tornando as coisas mais excitantes. Daí, teve uma hora em que meu celular tocou alto, mas tão alto, que enxergamos a luz do quarto da mulher acender... CORRE!

Saímos da piscina atordoados, escalamos o muro pelados, ainda e começamos a correr! Hahahaha.

Mas não acabou por aí: Quando chegamos na esquina, estava vindo uma viatura. Corremos de volta até uma casa abandonada que tinha na rua (um antigo comércio, que a gente chutou a porta até arrombar... Hahaha), entramos e nos vestimos. Saímos de lá de qualquer jeito, desarrumados, molhados... Os policiais olharam pra nós, fizeram perguntas de sempre e se foram. Cara, a gente correu tanto até chegar em casa, com medo da vizinha dar parte por invasão... Foi o dia mais engraçado! Hahahaaha

  Já fiz muitas loucuras desse tipo, mas com esse cara, o Jonas, foi diferente. Ah, se não fossem uns defeitinhos ali, outros aqui... Ele poderia ser um Robson da vida!
Por falar nele, melhor eu ir. Tenho que organizar o jantar. Nunca pensei que estaria dizendo isso, logo eu, que jurei nunca casar. Mas, fazer o quê... Não é um casamento ainda, mas quem sabe. Eu gosto dele...


Alessandra Hertcovitz Mendes

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