segunda-feira, 6 de julho de 2015

OS OLHOS DE JANAÍNA

Olá leitores, prontos pra mais uma aventura?
O conto de hoje é muito especial, pois relata um caso de amor dos anos 60, cheio de poesia e drama, pra quem gosta de um conto mais leve e sem muitas coisas explícitas... Afinal, o que vale é a imaginação, não é? Hahaha
Boa leitura!







“Não se contentara uma única vez em ver aqueles belos olhos cor de mel recém-extraído da fava, ele queria mais, bem mais que vê-los. Ele queria tocar ao fundo de sua alma com aquele seu jeito constrangedor de amar e uma sexualidade incrível. Ele queria.
Ao cruzar com ela na Avenida Paulista, sentiu seu corpo formigar de emoção por saber que, naquele instante, estivera frente a frente de sua paixão consumadora. Pegou-lhe pelo braço e a beijou apressadamente, como o fugir do medo… Ela o apartou e deu-lhe um tapa bem dado, daqueles tatuados direto no coração. Marcos sentiu. Naquele instante, o mundo dele havia parado, e Janaína nada mais era que uma incógnita fortemente munida de informações imprecisas.
Marcos lhe perguntara o que houve, e Janaína afirmou-lhe ser casada há anos. Mas por que não lhe dissera no dia em que todo esse jogo sedutor começou? Por que não evitou esse arrebentamento de sua alma e coração com um simples gesto de sinceridade? E olhando naqueles belos olhos, ele deu adeus àquela dama que tanto o encantou, e o usou. Virou-se de costas para ir embora. Janaína o olhara com tristeza, pois seu coração mantinha uma chama de paixão por ele. Ela também o desejara. Foi-se correndo atrás de Marcos e lhe entregou a carta que trazia em suas mãos. Sem falar mais nada, evadiu correndo.

Nada mais fazia sentido pra Marcos que, sentado numa calçada qualquer, lamentava muito ter dedicado noites e noites de sua vida a pensar e remeter-se aqueles belos olhos, que já não lhe eram tão perfeitos. Depois que chorara, lamentara e finalmente ergueu-se, resolvera ler a carta.

"Querido de meus sonhos,
Escrevi-lhe por que meu coração já não suportava mais
lhe ver e não lhe tocar, não o amar, não expressar como
me sinto…Por isso, vim dizer-te que te desejo, desejo ser tua.

Me encontre na Rua Machado de Assis,

N° 43 às 20:30hrs para que possamos consumar o que nos

Consome.
Com amor

Janaína."

Era tudo o que ele precisava ouvir, mas pensou quantas vezes isso iria ocorrer, se valeria a pena envolver-se com ela… Sem mais delongas, tomou um bom banho e, envolto de uma boa colônia, foi ao encontro.
A casa era branca, com portão de grades negras com um enorme cadeado aberto. Quando entrou, logo lhe apareceu Janaína na janela, pedindo-lhe que trancasse o cadeado. O fez e foi andando até a porta, que era de madeira com maçaneta dourada, bem colonial.
Ao abrir a porta, ele deparou-se com pétalas de rosas rosadas e vermelhas no chão, em trilha, bem as cores de seu sentimento por Janaína: Amor e paixão consumidoras, trilhando o caminho da consumação daquele desejo tão eclético, tão poético e tão ansiado de possuir todo o desejo que aqueles olhos lhe transmitiam. Marcos deixou-se seguir pela trilha, que o levara a um quarto meio iluminado por velas que rodeavam uma cama coberta de lençóis brancos. Era um sonho.
Tudo estava tão lindo, com aquele cheiro de incenso de violetas e sensualidade. Ele sentou-se na cama e pôs-se a pensar no que poderia dar errado, pois esses desejos de acaso nunca são como imaginamos num conto erótico. A primeira evidência clara disso é que Janaína ainda não aparecera já passados quinze minutos de sua entrada. Ele queria chorar. Pondo suas mãos no rosto, conteve sua emoção e medo de perder aqueles olhos para sempre.
Janaína o chamou, e aquela voz era o acalento de sua alma – angustiada. Ao tirar as mãos da face, teve a visão mais paradisíaca de sua vida… Ela vinha vestida de uma roupa íntima negra, daquelas que despertam o desejo de longe, com seus cabelos soltos como as corsas da mata e aqueles olhos, que pareciam o mais puro mel, como já dito. Seu andar mais parecia um desfilar do meu desejo na passarela do pecado, e vinha em minha direção. Abaixou-se, olhou bem fundo em meus olhos, tão fundo a ponto de ver minh’alma e me disse:

- Hoje serei somente tua, dono do meu desejo!

O corpo de Marcos estremeceu, e ele engoliu seco. Aquilo não era sonho. Levantou-se da cama e peguei Janaína pela cintura, envolvendo-a num abraço romântico e sedutor. Beijou-a. Um beijo erótico, um desejo supremo, uma mão nos cabelos e paradas para olhar o profundo de seu olhar. A excitação dos dois alcançava níveis magníficos e ela estremecia pouco a pouco, entregando-se a Marcos, que também derretia àquela mulher deliciosamente sua.





Ele a deitou na cama e começou a beijar seu corpo, sem pressa, tocando cada parte daqueles formosos pescoço e busto. Seus seios, levemente amarronzados como as avelãs, o enlouqueciam, e ele os devorava, enquanto Janaína se entregava. Ela umedecia. Ele não parava de beija-la, toca-la, fazê-la se sentir dominada carinhosamente. Ela estremecia. Quando ele chegou a seu ponto sensível, beijou-a com mais intensidade, lambia ela como se aprecia um tipo raro de doce. Ela era.
Janaína se contorcia, gemia, estremecia, apertava os lençóis e os cabelos de Marcos. Ela estava dominada, pura e entregue… Aquela sensação gostosa da união de almas tão linda não podia ser diferente. Ele a amava, beijava e chupava seus seios enquanto passava a mão naquele ponto sensível, que já estava encharcado de libido. Então, ela levantou-se, jogou-o na cama e olhou em seus olhos enquanto se esfregava no prazer dele. Ele enlouquecia.
Certo momento, Janaína parou de esfregar-se e encaixou-se no prazer dele, sem penetrar. Parou, olhou-o bem fundo nos olhos – para poder ver sua mente virar, certamente -, tocou no rosto de marcos e disse:
- Você é tudo aquilo que sonhei e realizei, e agora, nossos corpos são como um. Sou louca por você… – e aquela frase inacabada, com tom de suspense acabara em um movimento rápido do quadril dela, se deixando penetrar de uma vez por Marcos, que por um momento até deixou de respirar, por que seu fôlego fora tirado com todo aquele conjunto de sedução eminente. Ela cavalgava, gemia baixinho e suave, olhava pra ele e arranhava levemente o seu peito, enquanto ele a acariciava pelo corpo, e ela se movimentava levemente, se deixando penetrar bem fundo enquanto ele sentia a pele dela arrepiada de prazer.





Em certo momento, marcos a deitou de costas na cama e beijou-lhe o pescoço. Deitado por cima dela, ele pegava seus cabelos e amarrava-os nas mãos, sem puxa-los, apenas para dominá-la. Ela adorava e, a cada mordiscada que ele dava, ela suspirava bem fundo. Então, ele começou a enfiar-se no meio das pernas dela e a penetrou bem lentamente, só para vê-la gemer… Quando ele apressou-se, ela apertava os lençóis, gemia bem mais alto. Ela estava dominada. Ele metia. Os corpos trêmulos de ambos prenunciavam a consumação total daquele ato tão esperado, a entrega, o desejo… Ele acelerava, ela gemia mais, e mais… Suavam… Até que chegaram ao ápice juntos, cansados e satisfeitos pelo pecado, delicioso por sinal.
Janaína virou-se e deitou sua cabeça por cima do peito de Marcos. Estavam exaustos! Olharam-se por vários minutos, até que seus lábios se juntaram novamente, para selar o pacto, aquele tão esperado. Eram cúmplices.
Agora sim, os olhos de Janaína voltaram a brilhar como nunca havia visto. Não há mel só em seus olhos, mas sim em todo seu corpo.”


Beijos&Desejos!

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